FOLHAGERAL: No botequim da vila, os analistas políticos já estão iniciando conversas envolvendo as eleições gerais de 2026

 A Lei nº 4.502,

de 2 de março de 2016, aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Pedro Callado, dispõe sobre a remoção de veículos abandonados em logradouros públicos do município de Jales e outras providências pertinentes.

A lei considera

abandonados os veículos em visível mau estado de conservação, estacionados em logradouros públicos por prazo superior a 10 dias consecutivos, a partir do conhecimento pelo Poder Público.

O proprietário

ou responsável deve ser identificado para que retire o veículo do logradouro público no prazo de 48 horas, sob pena de remoção do veículo para o depósito público. As despesas são atribuídas ao proprietário ou responsável.

A Lei foi criada

porque existia o problema no município. E ainda existem veículos “largados” nas ruas sem condições de trafegar. É um exemplo de que ações devidas pelo Poder Público acabam caindo sendo minimizadas ou esquecidas.

No botequim

da vila, os analistas políticos já estão iniciando conversas envolvendo as eleições gerais de 2026. Como o prefeito de Jales, Luís Henrique (PL), aspira ser candidato vencedor na eleição de deputados estaduais, ele está no centro das conversas.

Ser prefeito

e ser pré-candidato a deputado – ao mesmo tempo – é um desafio a ser avaliado pelo prefeito. Ser prefeito é ser prefeito de fato. É mostrar serviço de prefeito a toda população e obter aprovação geral.

Ser pré-candidato

é desejar concorrer a um cargo eletivo, mas ainda sem registro de candidato aprovado pela Justiça Eleitoral. Erros e vacilações – de toda natureza – podem abrir brechas para outros pré-candidatos se aproveitarem e se destacarem.

Talvez seja

oportuno lembrar que – em 2024 – Itamar Borges era deputado estadual em quarto mandato e candidato a prefeito de São José do Rio Preto. Liderou as pesquisas de opinião. Mas foi atropelado pelo candidato azarão que estava em terceiro lugar.

Nos 75 anos

de emancipação política e administrativa, o município de Jales conquistou mandato na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) por duas vezes. Não importa o município. Importa a dimensão dos candidatos.

A primeira vez



foi em 1966. O ex-prefeito Roberto do Valle Rollemberg (MDB/foto) foi eleito deputado estadual para o período de 1967 a 1971. Cumpriu seu mandato até abril de 1969. Foi cassado pelo regime militar instaurado em 1964.


A segunda vez,


oito anos depois (1974), o ex-vereador Oswaldo Carvalho (MDB/foto) foi eleito deputado estadual para o período de 1975 a 1979. Foi empossado em março de 1975, mas faleceu em acidente automobilístico em 2 de maio de 1975.


De lá em diante,



vários jalesenses tentaram conquistar vaga na Alesp, mas sem sucesso. Vejamos. Ano de 1978: sem candidatura. Ano de 1982: João Arnaldo Andreu Avelhaneda (PMDB/foto) teve 6.400 votos. Ano de 1986: Dirceu Resende (PDT) teve 1.581 votos.


Em 1990,



quatro candidatos tentaram a sorte: Oswaldo Soler (PMDB/foto) teve 5.106 votos; Masaru Kitayama (PDT) teve 1.488 votos; José Edson Freitas Nogueira (PT) 1.148 votos; Dirceu Resende (PRP) teve 527 votos.


Em 1994,



o PMDB lança José Devanir Rodrigues (Garça/foto) seu quinto candidato a deputado; ele obteve 7.450 votos. Por seu lado, o PFL tentou a sorte com Fabio Amaral; ele recebeu 2.789 votos.



Em 1998,



o representante jalesense na disputa por deputado estadual foi o ex-prefeito  tucano José Carlos Guisso, que teve 7.452 votos. O PT foi de Luís Especiato, que teve 3.460 votos.


Em 2002

não houve candidato. Em 2006 Claudir Aranda (PDT) obteve 4.927 votos e Anicléia Robles Rubio (PSC) obteve 388 votos. Em 2010 o médico Paulo Cesar Mariani (PSB) alcançou 4.927 votos. Em 2014 Ademir Natal Tozzo Júnior (PR) alcançou 195 votos.

Em 2018,



Luís Henrique Moreira dos Santos foi candidato a deputado estadual com domicílio em Jales. Conquistou 8.248 votos (34,31% dos votos válidos em Jales). Essa votação abriu caminho para Luís Henrique disputar e ser eleito prefeito de Jales em 2020.

Naquele pleito

de 2018, Luís Henrique teve como concorrente em Jales o delegado de polícia Edson Satoru Sakashita, que buscou uma vaga na Alesp pela coligação PMB/PHS e obteve 3.063 votos.

No pleito seguinte,

em 2022, não houve candidatos concorrentes em Jales. Todos os votos foram nominais. Os candidatos de maior expressão tiveram médias entre 30 a 40% de votos junto ao eleitorado jalesense.

Pode-se ver

que não é fácil ser eleito deputado estadual. Para deixar a Prefeitura e concorrer a uma vaga na Alesp com boa chance de vencer, o prefeito Luís Henrique terá que – sem demora – formar uma equipe colaboradores de nível elevado.

Luís Henrique

terá que pensar em conquistar o máximo possível de apoios políticos e eleitores decididos em votar nele. Talvez deva ter como meta a obtenção de 50% dos votos entre os 124.984 eleitores existentes nos 22 municípios da Região de Governo de Jales.

Nas eleições

de 2022, na lista dos 94 deputados eleitos para compor a Alesp, o mais votado teve 807 mil votos válidos. O menos votado teve 45 mil votos válidos. Quem tiver previsão de receber 60 mil votos, tem previsão de ser eleito.

Os candidatos

que em 2022 disputaram votos na região de Jales – Itamar Borges, Carlão Pignatari e Analice Fernandes – somaram juntos na região 33.705 votos. Itamar: 19.570 votos. Carlão: 7.898 votos. Analice: 6.237 votos. Outros candidatos: 46.666 votos.

Nas democracias,

espertezas políticas não duram para sempre. No Brasil, em todos os partidos políticos, acontecem ascensões e quedas de políticos cheios de espertezas. Para ter sucesso duradouro, é preciso ser bom político e bom representante do povo.

Na

próxima semana, após  levantamento de dados eleitorais, a coluna divulgará  votos conquistados por todos candidatos a deputado estadual que disputaram o pleito representando o município de Jales, e a sua colocação na lista de votados.  

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