por José Reis Chaves
Começo esta coluna com um e-mail que recebi do leitor Conrado (cgw@bol.com.br). Vejamos o seu e-mail: “Em certa ocasião, encontrei um artigo interessantíssimo. Mas embora eu o tenha procurado com muita insistência, não o encontrei. Ele dizia que os primeiros seguidores de Jesus eram denominados “Os do Caminho” e eram muito perseguidos pelas autoridades da época. Muitos eram jogados aos leões famintos nas arenas para a diversão do povo. Outros, principalmente, os médiuns, eram queimados vivos em locais públicos.
Com base nas palavras de Jesus que em Mateus, 18, 20, “...Porque onde estiverem reunidos em meu nome dois ou três, eu estarei no meio deles.” Esses seguidores reuniam-se escondidos nas catacumbas dos cemitérios para orarem e, ao fazerem o Sinal da Cruz, diziam “Em nome do Pai, do Filho e dos Santos Espíritos de Deus.
Na quela época, o primeiro papa era um rei que não aceitava a envolvência de espíritos na vida das pessoas, mas somente da Igreja, para não perder o domínio sobre as pessoas, tanto que logo surgiu a venda das indulgências, algo absurdo. “Quanto mais as pessoas pagavam para ganharem indulgências, mais pecados seus eram perdoados e mais próximas ficavam de irem para o Céu.”
Esse papa reuniu 8 bispos para votarem na mudança da expressão do Sinal da Crus, dos quais 5 votaram a favor e 3 contra e que, depois, foram excomungados, ficando ele da forma que conhecemos hoje: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
Sendo sensatos, se considerarmos Deus um Espírito Santo e também Jesus, outro Espírito Santo, afinal, o que vem a ser o Espírito Santo da Trindade???
“Chaves, eu lhe peço que repasse esse meu e-mail para seus leitores e, desde já, lhe agradeço”, Conrado.
Já fiz várias matérias sobre os respeitados Santíssima Trindade e Espírito Santo e dando minha humilde opinião para que os teólogos cristãos revejam as suas doutrinas erradas que tanto têm prejudicado o cristianismo, inclusive, arrastando muitos para outras religiões e o pior, até para o materialismo.
Os teólogos ficam com medo de discordarem de certas doutrinas, porque são dogmas, mas elas viraram dogmas, exatamente, porque são polêmicas ou contrárias a razão. E justificar a sua não correção por imaginarem que elas foram inspiradas pelo Espírito Santo, na verdade, é um espírito humano, e será que ele é santo mesmo, ou seja bem evoluído? São João nos ensina que, para darmos crédito a um espírito que fala através dos que têm dons espirituais segundo São Paulo, isto é, médiuns, pneumatas ou profetas, temos que examinar se o espirito é bom mesmo (ou santo), para darmos crédito ao que ele fala. Se observarmos pelas suas palavras que ele não merece crédito, não devemos crer nele (Primeira Carta de João 4: 1). E São Paulo fala que é melhor profetizarmos, após ouvirmos verdades, do que falarmos em línguas estrangeiras. (1 Coríntios 14: 4).
José Reis Chaves é professor de português e literatura formado na PUC Minas, ex-seminarista Redentorista, jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier. contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook.

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