*José Renato Nalini
A capital paulistana participou
ativamente da COP29, realizada no Azerbaijão, cuja capital, Baku, recebeu
dezenas de milhares de participantes de todo o globo.
São Paulo levou sua experiência na
adaptação da cidade para que os fenômenos extremos provocados pelo aquecimento
global, fruto da insensata conduta humana em relação à natureza, não causem
mortes e reduzam os prejuízos materiais.
Vários colóquios contaram com a
participação da Secretaria Executiva das Mudanças Climáticas, pioneirismo do
Prefeito Ricardo Nunes, pois foi a primeira Secretaria criada no Brasil e
depois copiada por muitos municípios.
Num deles, explorou-se um fato quase
sempre negligenciado: o desperdício de alimentação, calculado em mais de um
bilhão de toneladas diárias, durante o ano de 2022. A comida que é descartada,
em lugar de ser consumida, quase sempre é jogada fora no âmbito doméstico. Nada
que uma boa educação de berço não possa controlar e diminuir a níveis
toleráveis.
A par de levar aos partícipes da
COP29 as boas notícias paulistanas, como a ampliação das áreas verdes com
destinação perpétua a servirem de oásis térmicos e a melhorarem,
significativamente, a qualidade do ar, São Paulo traz de Baku várias lições. É
uma cidade que tem inúmeras fontes, repuxos d’água, lagos ornamentais, espelhos
d’água e um uso muito consequente desse precioso líquido, que os azerbaijanos
sabem avaliar, embora sejam grandes produtores de petróleo e gás.
Também serviu aos brasileiros que
compareceram à COP29 o exemplo de eficiência, pontualidade, exação
organizacional e polidez de todos os que trabalharam nesse grande encontro com
vistas a produzir melhores resultados na tutela efetiva do clima, a maior
ameaça que ronda a humanidade neste século.
Em 2025, é o Brasil a receber a
comunidade internacional em Belém, na COP30, que precisa ser muito bem
equacionada, pois será inevitável a comparação com o esmero das duas últimas, a
COP28, em Dubai e a COP29, em Baku.
*José Renato Nalini é Reitor
da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das
Mudanças Climáticas de São Paulo.

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