O Pentecoste inicia o Consolador Prometido


por José Reis Chaves

 Há o Pentecoste judaico e o cristão. O judaico ocorre sete semanas ou cinquenta dias após a Páscoa, e o cristão acontece cinquenta dias após a Páscoa ou a ressurreição de Jesus.

E é no Livro de Atos capítulo 2 da Bíblia que é narrada por São Pedro a história desse início do citado Consolador Prometido, em que Pedro repete as profecias de Joel 2:28–32: “Derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; e  até sobre os servos e sobre as servas derramarei do meu Espírito.”

 O espiritismo, que é a ciência dos espíritos ou espiritologia, demonstra-nos que os profetas da Bíblia eram médiuns, na época chamados de pneumatas. Além de Joel e Pedro, São Paulo, também, fala nesses nossos dons espirituais mediúnicos ou proféticos e até diz que é melhor profetizarmos do que falarmos em línguas estrangeiras (1 Coríntios 14: 4-5).   E queremos deixar claro que o fenômeno do Pentecoste é mediúnico de falar em línguas estrangeiras sem o conhecimento delas de que falou São Paulo e que, cientificamente falando, é o fenômeno de Glossolalia (falar línguas estrangeiras sem as conhecer), pois, os apóstolos, pessoas simples e que somente conheciam as duas línguas da sua região: o hebraico e o aramaico e, no entanto, falaram línguas estrangeiras. E como havia muitas pessoas estrangeiras lá ouvindo-os, elas ficaram surpresas por eles falarem nas próprias línguas delas. E uma explicação simples, espírita, bíblica e científica desse fenômeno do Pentecoste Cristão é que foi um fenômeno mediúnico envolvendo vários espíritos de várias línguas recebidos pelos apóstolos em transe (todos eram médiuns), e as pessoas de várias línguas lá presentes entenderam as suas respetivas línguas faladas pelos espíritos de suas regiões através dos médiuns (pneumatas) apóstolos. Para saber mais, recomendamos dois livros com o mesmo título de “Xenoglossia” de dois cientistas: o americano Ian Stevenson, diretor do Departamento de Psicologia e Parapsicologia da Universidade de Virginia, e o outro é o italiano Ernesto Bozzano.

 E esse  fenômeno do Pentecoste Cristão nada tem a ver com o respeitado Espírito Santo Trinitário, que só foi criado pelos teólogos trinitaristas no IV Século. Mas, com o tempo, esses teólogos adaptaram-no ao seu Espírito Santo, e é claro, colocaram-no na Bíblia, o qual, na verdade, ficou representando todo e qualquer espírito comunicante que pode ser bom ou mau, ou seja, pouco evoluído.

 E concluímos essa coluna repetindo que os fenômenos do Pentecoste Cristão são realmente mediúnicos e que, para a doutrina espírita, representam o início do Consolador Prometido pelo excelso Mestre.

José Reis Chaves é professor de português e literatura formado na PUC Minas,  jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier.  contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook. 

 PS: Com este colunista, “Presença Espírita na Bíblia”, na TV Mundo Maior, a tradução da Bíblia (NT) e a 2ª edição revisada e ampliada na introdução e com notas inéditas. Cássia e Cléia. contato@editorachicoxavier.com.br

 

 

 


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