José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.br www.boavontade.com
Paulo Apóstolo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, 13:2, iluminado pela Ascendência sobre si do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, argumentou: ”Eu podia ter o dom da profecia; conhecer todos os mistérios e toda a ciência; ter fé capaz de transportar montanhas, logo que eu não tivesse Caridade [isto é, Amor]*, já não valia nada”.
Com base na inspirada assertiva do Apóstolo dos Gentios, concluímos que, se partirmos de cálculos científicos ou planejamentos sociais e políticos, sem que o Amor (sinônimo de Caridade) seja, de forma consciente, num plano superior, o elemento inicial e primordial, jamais alcançaremos o sentido maior da Criação e de Suas criaturas. Assim sendo, tudo o que fizermos ficará pela metade, com resultados aquém do pretendido ou contrários ao que fora almejado.
As palavras que estão faltando
Afinal de contas, a famosa passagem de João, o Evangelista e Profeta, em sua Primeira Epístola, 4:8, define o Pai Celestial como Amor. E vai mais adiante, na mesma Epístola, 4:20: ”Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a Quem não vê”.
Essas palavras deveriam assectariamente fazer parte, por motivação óbvia, dos estatutos dos parlamentos do mundo e dos lugares onde se decidem os destinos dos seres da Terra e do Céu da Terra. E, dessa maneira iluminar os debates, o convívio e a vigência das leis nascidas nessas novas e melhores condições morais e espirituais.
*Caridade [isto é, Amor] — Segundo o Dicionário Michaelis, Caridade significa “Amor de Deus e do próximo”.
Inteligência do sentimento
É preciso unir à inteligência do cérebro a do coração. Eis aí um dos fundamentos da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico*, que alia razão e sentimento pelo prisma universalista do Mandamento Novo de Jesus dessectarizado, livre de senhores, por mais notáveis e dignos que sejam. Ainda que mereçam o nosso respeito, o Libertador Divino não pode ser cativo de ninguém. Ele mesmo afirmou: ”O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre” (Evangelho, segundo Lucas, 6:40).
*Pedagogia do Afeto e Pedagogia do Cidadão Ecumênico — Vanguardeira proposta pedagógica criada por Paiva Netto, que apresenta um modelo novo de aprendizado, tendo por base a Espiritualidade Ecumênica, aliando coração e intelecto. Essa linha educacional é aplicada com sucesso na rede de ensino e nos programas socioeducacionais desenvolvidos pela Legião da Boa Vontade. Ambas ”fundamentam-se nos valores oriundos do Amor Fraterno, trazido à Terra por diversos luminares, destacadamente Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista”, conforme afirma o educador Paiva Netto. Na Pedagogia do Afeto, o enfoque é sobre as crianças de até os 10 anos de idade, e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico é direcionada à educação de adolescentes e adultos. Na entrada das escolas da LBV, encontra-se exposto este pensamento de Paiva Netto: ”Aqui se estuda. Formam-se cérebro e coração”.

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