Reforma Tributária: governo federal e Congresso Nacional juntos pela simplificação e justiça tributária
Por Alexandre Padilha
Em alguns momentos, muitos duvidaram que esse momento
chegaria, mas, enfim, ele chegou: avançamos em mais uma fase e aprovamos a
regulamentação da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados. Essa
regulamentação simplifica a questão dos impostos e promove justiça tributária
no Brasil. É importante destacar que o texto base da Reforma já havia sido
aprovado no Congresso Nacional no ano passado, mas ainda era necessário
estabelecer algumas regras, por isso, a regulamentação. O próximo passo é a
Reforma ser totalmente aprovada no Senado.
Esse foi mais um passo importante para mantermos nossa
economia no rumo certo. Nossas taxas de crescimento econômico superam as expectativas
e avaliações pessimistas de alguns analistas do mercado. Quem não confiar no
comprometimento do governo federal com responsabilidade econômica social e
fiscal, vai perder dinheiro.
O fim da balbúrdia tributária é compromisso do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e do Congresso Nacional, que trabalham em parceria
para alavancar nossa política econômica com responsabilidade e credibilidade.
Esse trabalho conjunto, feito por muitas mãos, se deve à retomada do diálogo
institucional com respeito e confiança.
Gestores e técnicos do governo federal de diversos
Ministérios, em especial do Ministério da Fazenda, nós, da Secretaria de
Relações Institucionais da Presidência da República, responsáveis pela
articulação do governo com o Congresso Nacional, estabelecemos um diálogo
permanente com os parlamentares do Grupo de Trabalho, criado na Câmara dos
Deputados para elaboração do relatório final da Reforma. O documento contou com
grau de consensos para o avanço da economia, seja na redução de impostos para a
maioria da população ou para quem quer investir no país.
Na Reforma Tributária, cinco impostos (PIS, Cofins, ICMS, IPI
e ISS) serão substituídos por três impostos sobre o consumo: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS),
Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS). Com a Reforma,
não haverá aumento de carga tributária, haverá mais emprego, mais crescimento e
aumento de consumo dos brasileiros
Na prática, a Reforma significa comida mais barata, zero imposto de alimentos
na cesta básica, isenção de carnes e medicamentos – ou com redução de 60% da
alíquota -, ‘cashback’ pelo imposto cobrado as famílias cadastradas no
CadÚnico, imposto seletivo para produtos considerados prejudiciais à saúde, equilíbrio
regional, ambiente favorável para novos investimentos, simplificando a
tributação dos empresários e gerando mais empregos no país.
Ainda na sintonia de possibilitar a
justiça tributária para ampliação do consumo, em especial, daqueles que mais
precisam, vamos trabalhar, agora, em parceria com o Senado Federal para que o
texto final seja aprovado até o fim do ano.
*Alexandre
Padilha é médico, professor universitário, Ministro das Relações Institucionais
da Presidência da República e deputado federal licenciado (PT/SP). Foi Ministro
da Coordenação Política no primeiro governo Lula, da Saúde no governo Dilma e
Secretário da Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.

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