Dr. Flávio Rodrigo Masson Carvalho – PhD Psicopedagogo - ABPp Nº de Inscrição: 13397 equilibriumtc@hotmail.com
A educação é o processo de facilitar o aprendizado ou a aquisição de
conhecimentos, habilidades, valores, crenças e hábitos. Os métodos educacionais
incluem o ensino, treinamento, narração de histórias, discussão e pesquisa
direcionada. A educação geralmente ocorre sob a orientação de educadores, mas
os alunos também podem se auto-educar. A educação pode ocorrer em contextos
formais ou informais e qualquer experiência que tenha um efeito formativo na maneira
como se pensa, sente ou age pode ser considerada educacional. A metodologia do
ensino é chamada pedagogia.
A educação é uma unanimidade, ou seja, todos acreditam ser a educação o
caminho para transformarmos o mundo num lugar melhor de se viver.
Não tenho todas as respostas, e nem tenho pretensão de tê-las. Mas estou
pensando na educação como nunca! Nunca estudei tanto! Quero colocar em prática
o que estou estudando e desenvolvendo.
As escolas deveriam ter um currículo em que as disciplinas trabalham de
forma integrada, compondo Áreas de Estudo atendendo níveis de ensino.
A educação tem que ser realizada com amor, exemplo e experiência.
O educando precisa de aceitação e compreensão. Educar é amar. O educador
deve ajudar, amparar e estimular.
O amor faz com que os educandos cresçam no bem, tornando-se seres
conscientes.
O exemplo é uma didática viva. Nossos exemplos exercem maior influência
do que nossas palavras.
Exemplos de conduta ética e uso da inteligência no bem formam o caráter.
O educando aprende pela experiência. Situações reais ou simuladas e
situações-desafio fazem com que ele aprenda a raciocinar, analisar, pensar e
agir.
O educando não aprende decorando definições, mas compreendendo
conceitos.
A teoria deve sempre estar conjugada com a experiência.
A educação moral leva o homem à sua perfectibilidade, através do
desenvolvimento de suas potencialidades. Ela significa formação do caráter do
educando; potencialização das virtudes; sensibilização dos sentimentos;
direcionamento da inteligência para o bem.
Através desse trabalho temos a construção do homem integral.
A instrução fica subordinada à formação.
O bem e o belo direcionam o ser no mundo, dando-lhe consciência moral no
convívio com os outros.
A educação moral é feita trabalhando-se quatro valores humanos básicos:
físicos, intelectuais, morais e espirituais.
Cada valor humano desdobra-se no seguinte conteúdo:
1 - Valores físicos: corpo e atividades físicas.
2 - Valores intelectuais: economia, política, cultura, ciência.
3 - Valores morais: sentimentos, sociedade, artes, virtudes, família.
4 - Valores espirituais: religiosidade.
Estes valores humanos são incorporados ao trabalho curricular, ou seja,
não são criadas novas disciplinas, mas sim passam a constituir a base do processo
educacional desenvolvido junto ao educando.
Os valores morais e espirituais direcionam os valores físicos e
intelectuais, embora sejam trabalhados harmonicamente.
Defendeu Freud em 1914, que somente o desejo coloca em funcionamento o
aparelho mental. E com este pensamento, eu pergunto: Qual o tamanho do desejo
do professor para ensinar?
E contribui Lacan ao dizer: "Não há ensino se o sujeito não colocar
algo de si".
O educador tem que infundir na alma infantil! Tarefa difícil, pois não
compreendemos nossa própria infância!
O educador deve considerar o meio, a sociedade e a civilização. E
aprender a lidar com o não-saber e o excessivo-saber.
Os professores não suportam os conteúdos trazidos pelos alunos. Tem que
estar também aberto para aprender com os alunos, pois a educação é via de duas
mãos, ensina-se, mas também aprende-se. As vezes aprendemos mais com os alunos,
do que ensinamos.
O educador tem que considerar nas crianças quando chegam na escola, suas
bagagens, seus laços sociais e seus conteúdos emocionais.
O professor, muitas vezes, tem que resgatar o amor que criança não teve!
O professor tem que estar muito atento a todas as ações da criança, pois
sempre que age, ela não faz ao acaso. E não é possível conceber a educação se o
professor não se integrar a família do aluno, e muitas vezes assumindo o lugar
dos pais desta criança.
Enquanto educadores, precisamos desfazer nossos próprios preconceitos
teóricos. O professor será o depositário de algo que pertence ao aluno.
O desejo inconsciente do professor, o impulsiona a função de mestre, e
não devemos nos esquecer que não temos controle total do que dizemos.
O professor é dotado de um PODER, e a todo instante tem vontade de
abusar dele, é um desejo inconsciente, e muito forte.
Professor deve renunciar o poder que o aluno lhe dá no início de uma
relação pedagógica, e é um mister se livrar da culpa e da impotência.
A transmissão de conhecimentos pode criar efeitos no inconsciente do
outro. O professor, se perder o controle desta transmissão não saberá jamais o
caminho que o aluno tomará. E os alunos não conhecerão jamais as repercussões
inconscientes de sua presença e de seus ensinamentos.
O professor não deve esquecer jamais que o desejo de cada um de nós é
diferente. Ele vai lidar com muitos alunos que NÃO terão o desejo de aprender.
E que o professor tenha muito desejo de ensinar.
É muito dura a missão de ensinar o aluno a matar o mestre e se tornar
mestre de si mesmo.
Somente com muito AMOR o educador conseguirá cumprir sua missão. E o mais
eficaz exercício para desenvolver este AMOR, é o de ESCUTAR o aluno, e ESCUTAR
a sua CRIANÇA INTERIOR.
E como bem disse Freud: "A CRIANÇA É O PAI DO HOMEM".
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