*José Renato Nalini
Qual é, para você, a mais bela
palavra em português? Os que falam inglês escolheram a sua. Depois de convidar
mais de quarenta e duas mil pessoas dos cento e dois países que usam o inglês
como idioma, a escolherem a mais bela palavra, chegou-se ao resultado “Mother”.
Mãe!
Os promotores dessa campanha
estranharam que a palavra “Father”, pai, não apareceu entre as setenta mais
votadas.
Constatou-se também que as dez
primeiras colocadas nesse ranking tão subjetivo, tão pessoal, refletem bons
sentimentos. A segunda foi “Passion”, (Paixão), a terceira “Smile” (Sorriso), a
quarta “Love” (Amor), a 5 “Eternity” (Eternidade), a sexta “Fantastic”
(Fantástico), a sétima “Destiny” (destino), a oitava “Freedom” (Liberdade), a
nona “Liberty” (também Liberdade) e a décima “Tranquility” (Tranquilidade).
O resultado geral foi positivo e
otimista. Pois em décimo primeiro lugar veio “Peace” (Paz), em décimo terceiro
“Sunshine” (Brilho do sol) e “Hope” (Esperança), da qual se esperava melhor
performance, apareceu em décimo oitavo.
Boa amostragem do que pensam os que
se exprimem no idioma inglês. Não são as palavras mais utilizadas, ou as
palavras da moda, que nos levariam a Inteligência Artificial, Metaverso,
Disrupção, Cancelamento ou quaisquer outras. São aquelas que, no nosso sentir,
exprimem mais beleza. Constaram da relação das mais votadas abóbora
(quadragésimo lugar), banana (quadragésimo primeiro) e coco em quinquagésimo
quarto. Animais compareceram com borboleta, que em inglês é a linda
“butterfly”, em trigésimo primeiro, abelha (44º), canguru (50º) e hipopótamo (52º).
No departamento esquisitice, figuram
guarda-chuva, gazebo, soluço e fuselagem. É interessante verificar como a
palavra, esse instrumento mágico, que pode ferir e matar, mas pode salvar e
enlevar, sugere sentimentos e sensações a quem dela se sirva para se comunicar.
O Conselho Britânico, patrocinador
dessa enquete, estranhou que “mãe” fosse a palavra mais bela. Numa pesquisa
anterior, realizada pela Enciclopédia Encarta, em 2000, a vencedora foi
“Serendipity”, a capacidade de descobrir coisas por acaso. Nesta última, esteve
na vigésima quarta colocação.
E nós, em português? Qual seria a
nossa escolha?
*José Renato Nalini é
Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Geral
da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS.
*José Renato Nalini
Qual é, para você, a mais bela
palavra em português? Os que falam inglês escolheram a sua. Depois de convidar
mais de quarenta e duas mil pessoas dos cento e dois países que usam o inglês
como idioma, a escolherem a mais bela palavra, chegou-se ao resultado “Mother”.
Mãe!
Os promotores dessa campanha
estranharam que a palavra “Father”, pai, não apareceu entre as setenta mais
votadas.
Constatou-se também que as dez
primeiras colocadas nesse ranking tão subjetivo, tão pessoal, refletem bons
sentimentos. A segunda foi “Passion”, (Paixão), a terceira “Smile” (Sorriso), a
quarta “Love” (Amor), a 5 “Eternity” (Eternidade), a sexta “Fantastic”
(Fantástico), a sétima “Destiny” (destino), a oitava “Freedom” (Liberdade), a
nona “Liberty” (também Liberdade) e a décima “Tranquility” (Tranquilidade).
O resultado geral foi positivo e
otimista. Pois em décimo primeiro lugar veio “Peace” (Paz), em décimo terceiro
“Sunshine” (Brilho do sol) e “Hope” (Esperança), da qual se esperava melhor
performance, apareceu em décimo oitavo.
Boa amostragem do que pensam os que
se exprimem no idioma inglês. Não são as palavras mais utilizadas, ou as
palavras da moda, que nos levariam a Inteligência Artificial, Metaverso,
Disrupção, Cancelamento ou quaisquer outras. São aquelas que, no nosso sentir,
exprimem mais beleza. Constaram da relação das mais votadas abóbora
(quadragésimo lugar), banana (quadragésimo primeiro) e coco em quinquagésimo
quarto. Animais compareceram com borboleta, que em inglês é a linda
“butterfly”, em trigésimo primeiro, abelha (44º), canguru (50º) e hipopótamo (52º).
No departamento esquisitice, figuram
guarda-chuva, gazebo, soluço e fuselagem. É interessante verificar como a
palavra, esse instrumento mágico, que pode ferir e matar, mas pode salvar e
enlevar, sugere sentimentos e sensações a quem dela se sirva para se comunicar.
O Conselho Britânico, patrocinador
dessa enquete, estranhou que “mãe” fosse a palavra mais bela. Numa pesquisa
anterior, realizada pela Enciclopédia Encarta, em 2000, a vencedora foi
“Serendipity”, a capacidade de descobrir coisas por acaso. Nesta última, esteve
na vigésima quarta colocação.
E nós, em português? Qual seria a
nossa escolha?
*José Renato Nalini é
Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Geral
da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS.

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