Mulheres são maioria no Prêmio São Paulo de Literatura



Dos 20 nomes finalistas ao prêmio, 13 foram mulheres. Mariana Salomão Carrara (fotoRicardo Matsukawa), com "Não fossem as sílabas do sábado", foi a vencedora na categoria Melhor Romance de 2022

 

Na noite desta segunda-feira (27), o Prêmio São Paulo de Literatura 2023 revelou os vencedores da sua 16ª edição. Entre os 20 finalistas, 13 foram mulheres. Mariana Salomão Carrara, "Não fossem as sílabas do sábado", foi premiada na categoria de melhor romance de 2022.

 

A obra fala sobre o luto: “Uma tragédia acaba com uma família, um amor, uma história, mas o absurdo acidente tem a possibilidade de unir as mulheres que restaram dele, num duro e ao mesmo tempo terno embate de isolamentos. Depois da morte de André, o lar de Ana fica dolorido. Sem o marido, ela passa a gestar a filha órfã e a lidar com Francisca, a babá que intervém com seus tentáculos de ajuda, e também Madalena, a vizinha, viúva do outro homem envolvido no absurdo acidente que vitimou André”.

 

Dos 20 finalistas, 13 foram mulheres. Na categoria de melhor romance de 2022, Cinthia Kriemler, Viúvas de sal (Patuá); Ieda Magri, Um crime bárbaro (Autêntica Contemporânea); Marcela Dantés, João Maria Matilde (Autêntica Contemporânea); Mariana Salomão Carrara, Não fossem as sílabas do sábado (Todavia); Nara Vidal, Eva (Todavia) e Paula Fábrio, Estudo sobre o fim: bangue-bangue à paulista (Reformatório) marcaram presença na categoria onde Mariana Salomão Carrara foi a vencedora. 

 

Já a categoria de melhor romance de estreia do ano de 2022 contamos com a presença de Carla Piazzi, Luminol (Incompleta); Cristianne Lameirinha, A tessitura da perda (Quelônio); Denise Sant’Anna, A cabeça do pai (Todavia); Helena Machado, Memória de ninguém (Nós); Jessica Cardin, Para onde atrai o azul (Quelônio); Silvana Tavano, O último sábado de julho amanhece quieto (Autêntica Contemporânea) e Taiane Santi Martins, Mikaia (Record).

Assim como em outras esferas da sociedade, as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço e despertado o interesse do público leitor, contribuindo para uma diversidade de perspectivas e experiências presentes nas histórias contadas. “O Prêmio São Paulo de Literatura é mais um instrumento de reconhecimento e estímulo a esse avanço notável. Ao premiar obras literárias que destacam a voz e a visão das mulheres, a premiação não apenas celebra a excelência artística, mas também promove e incentiva a igualdade no cenário literário”, explica Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras.

O Prêmio São Paulo de Literatura é um impulsionador da produção literária de qualidade, valorizando o setor editorial e favorecendo a formação de leitores e escritores, além de reconhecer o trabalho de autores consagrados e dar visibilidade aos novos talentos. Vale a pena conferir os livros finalistas e vencedores, todos disponíveis para empréstimo na Biblioteca de São Paulo e na Biblioteca Parque Villa-Lobos.

 

Sobre a Biblioteca Parque Villa-Lobos

 

A Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), localizada dentro do parque de mesmo nome, é um espaço convidativo para a leitura, fruição da cultura e interação entre as pessoas. Além de um amplo acervo literário, atualizado semanalmente, oferece várias atividades gratuitas, como encontro com escritores, contação de histórias, saraus, oficinas, cursos, apresentações musicais, entre outros eventos de uma extensa programação. O local conta ainda com sala de games, ludoteca, computadores com acesso à internet, auditório, aparelhos de tecnologia assistiva, deck com vista para o parque, bicicletário e skatário. É um equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Organização Social SP Leituras.

Comentários