Em 12 de dezembro
(encerramento dos trabalhos legislativos de 2022), os vereadores de Jales vão eleger o presidente e os demais componentes da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o exercício de 2023.
Até o momento
em que esta coluna estava sendo concluída, havia três pretendentes ao posto de dirigente máximo da Casa do Povo. Os parlamentares: Deley Vieira (UB), Bruno de Paula (PSDB) e João Zanetoni (PSD).
Mas o petista
Hilton Marques pode estar correndo por fora. Segundo conversas de bastidores, ele não sofre restrições da parte do Poder Executivo Municipal. Ele tem chance de se dar bem numa oportunidade inesperada.
O vereador
Riva Rodrigues (PP) quer saber do prefeito Luís Henrique (PSDB) quando vai vencer o contrato de concessão de uso do Aeródromo Municipal “Antônio Alonso Rodrigues”, firmado com empresários.
Riva Rodrigues
diz que o Aeródromo é mais utilizado por empresários (de Jales e região) que possuem aeronaves e o Município poderia firmar uma Parceria Pública Privada (PPP) com os empresários para construir um novo aeroporto fora do perímetro urbano.
Já o vereador
Ricardo Gouveia (PP), foto, indagou do prefeito Luís Henrique se a Prefeitura pode exigir que a empresa Jales Park – que explora a zona azul de estacionamento em Jales – instale parquímetros para pagamento das tarifas de estacionamento.
Diz o vereador
que a falta de parquímetros gera dificuldades para a população em encontrar pontos de pagamento do estacionamento. Isso faz com que muitos deixem de quitar a tarifa, o que resulta em multas para os usuários.
“Acho que 95%
das queixas à Jales Park são pela dificuldade de encontrar as moças que vendem os bilhetes. Isso leva muitas pessoas a desistirem do nosso comércio. O parquímetro vai ajudar muito e acho que esse custo não será alto em relação ao faturamento.”
E conclui o
vereador Ricardo Gouveia: “Temos que ver se o prefeito consiga a instalação desses parquímetrospara ajudar as pessoas – moradoras locais e visitantes – a não pagarem multas desnecessárias”.
Cerca de três
semanas após o segundo turno (30 out), no qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) não se reelegeu, o PL (Partido Liberal) apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma reivindicação para mudar o resultado eleitoral.
O presidente
do PL, Valdemar Costa Neto, com base num laudo emitido por uma auditoria contratada pelo PL, apontou erro em 279 mil urnas eletrônicas fabricadas antes de 2020. Isso teria impedido a reeleição de Bolsonaro no segundo turno.
A invalidação
dos votos registrados nessas urnas (equivalentes a 60% das urnas utilizadas) seria relevante. Se computados os votos apenas das urnas novas, Bolsonaro seria reeleito com mais de um milhão de votos de diferença.
Mas não é preciso
ser mestre em eleições e urnas eletrônicas para perceber que a ação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é um atrevimento. Não é preciso ter grande inteligência para perceber como a elite política brasileira afronta o povo.
Obviamente,
se for comprovado que 60% das urnas falharam no segundo turno, então todo o segundo turno deve ser anulado. E como essas urnas foram utilizadas no primeiro turno, então todo o primeiro turno deve ser anulado.
Mas é evidente
que os dirigentes do PL só se interessam em mudar o resultado da eleição presidencial no segundo turno. Estes estão satisfeitos com os resultados obtidos nas eleições de governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Desde o início
da sua carreira política em 1989, Bolsonaro se filiou a 9 partidos políticos: PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC, PSL, PFL. Ficou sem partido por 2 anos na presidência. Os partidos e coligações são transitórios. As espertezas são permanentes.
As espertezas
fazem parte da política partidária. Muitas delas são feitas em público, sob os holofotes dos jornalistas, para serem registradas e divulgadas. Os eleitores que escolham: discordar, concordar ou calar.
De acordo
com as leis, os brasileiros são obrigados a votar. Podem dar votos válidos, brancos e nulos. Se não comparecem às eleições, podem justificar. Ninguém é obrigado a participar de movimentação política partidária.
Quem se liga
à política partidária sabe – mesmo fingindo não saber – que ela é como um campo de guerra. Muitas pessoas se expõem na política partidária, travam debates, sofrem críticas, perdem simpatizantes e ganham desafetos.
O jogador de
futebol Neymar Jr. que o diga. Ele é um dos mais famosos e mais caros profissionais de futebol do mundo. Ele nunca foi rigoroso com seus comportamentos amorosos. Mas, desconsiderando isso, o público sempre lhe deu apoio.
Na campanha
eleitoral deste ano, em que os eleitores brasileiros se dividiram em dois grandes grupos, Neymar Jr. teve a ideia de se inserir nela, levando seus seguidores digitais. Optou abertamente pela reeleição do presidente da República.
Circularam
versões sobre o motivo de Neymar Jr. ter ficado enfaticamente ao lado do presidente da República. . Muitas pessoas passaram a rejeitar o ídolo e até manifestaram que sua adesão tinha relação com dívidas fiscais.
Mas diz
que o jogador pode ter decidido dar o apoio político por convicção. E arremata que Neymar Jr. toma decisões melhores no futebol, dentro de campo.
No mês passado
o Programa Alimentar Mundial – World Food Programme (WFP) –, a maior agência humanitária do mundo, integrante da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou que em 2022 poderá ser batido mais um recorde da fome no mundo.
O Programa
esclarece que fatores climáticos, econômicos, sanitários e políticos aumentaram de 282 milhões para 345 milhões o número de pessoas no mundo que passam fome. Várias outras entidades internacionais alertam sobre a fome no mundo.
O Brasil saiu
do Mapa da Fome da ONU em 2014. Retornou agora em 2022. Foi uma péssima surpresa. A fome dói e mata. É preciso enfrentá-la. Será que os políticos brasileiros vão se unir, para unificar o país, para todos juntos combatera fome?
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