Coluna Folhageral - Isso faz haver 1,01 veículo por habitante.

 A partir de

2 de julho, candidatos não poderão comparecer a inaugurações de obras públicas. A reinauguração da Praça Dr. Euplhy Jalles será antes (11 de abril). O deputado federal e candidato à reeleição Baleia Rossi (MDB) poderá estar presente.

Foi por uma

emenda parlamentar do deputado Baleia Rossi – a pedido do também emedebista José Devanir Rodrigues (Garça) – que Jales recebeu R$ 1.500.000,00 (descontando 20% de contrapartida) para a reforma da praça.

Em 2021,

nos dois primeiros meses do ano, foi repassado ao Tesouro Municipal de Jales o valor de R$ 6.914.042,60 referente ao IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).

Neste ano de

2022, no mesmo período de dois meses, o repasse do IPVA ao Tesouro Municipal de Jales foi de um valor menor: R$ 6.654.978,56. Uma diferença para menos de R$ 259.064,04 ou 3,75%.

Por outro lado,

o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), nos meses de janeiro e fevereiro de 2021, teve o repasse de R$ 3.254.017,03.

Nos mesmos

meses deste ano de 2022, o Tesouro Municipal de Jales recebeu o repasse de ICMS de R$ 3.477.351,05. Uma diferença a maior de R$ 223.334,02 ou 6,86%.

No último



dia ano de 2021, a SENATRAN (Secretaria Nacional de Trânsito) divulgou o registro de 22.517 automóveis no município de Jales. Isso equivale dizer que há 1 veículo para 2,18 habitantes.

Se o cálculo

for referente ao total de veículos registrados no órgão: 48.776 estão em Jales com 49.291 habitantes. Isso faz haver 1,01 veículo por habitante.

As eleições

este ano vão ocorrer nos dias 2 e 30 de outubro. Falta pouco mais de 6 meses. O calendário eleitoral avança. A data final para os partidos e uniões partidárias apontarem seus candidatos e solicitarem registro na Justiça Eleitoral será 15 de agosto.

Agora, está

valendo a Janela Partidária, que abriu em 3 de março e fechará em 1° de abril. Nela os parlamentares podem trocar de partidos – sem cometer infidelidade partidária e sem perder o mandato atual – e participar da corrida eleitoral em 2022.

Essas migrações

durante a Janela Eleitoral têm importância financeira. Os recursos do Fundo Eleitoral são distribuídos conforme a quantidade de parlamentares em cada partido. Partidos com mais parlamentares terão mais verba em caixa para gastar nas eleições.

A movimentação

política em torno da eleição ao governo estadual paulista tem ganhado menos espaço na mídia. Perde espaço para a disputa ao governo federal, fortemente polarizada entre o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

Mas o Estado

de São Paulo não pode ficar encoberto. É o segundo Estado em número de municípios e o 12º em tamanho territorial. Mas ocupa o primeiro lugar em população, número de eleitores e desenvolvimento econômico.

Já é possível

acompanhar a mobilização dos partidos no Estado de São Paulo para definir seus candidatos ao governo. Houve até um escândalo: o deputado estadual Arthur do Val (Podemos) vazou áudios sexistas. Teve que abrir mão de sua pré-candidatura.

Existe uma

discussão sobre o enquadramento (centro, direita, esquerda, centro-direita, centro-esquerda) dos partidos e pré-candidatos para a formação do cardápio político ideológico que será oferecido aos eleitores.

Rodrigo Garcia

foi deputado federal e estadual pelo DEM. Como vice-governador de João Dória, aderiu ao PSDB do governador. Dória vai deixar o cargo até 2 de abril e sair em campanha presidencial. Rodrigo Garcia vai substituí-lo e entrar na luta para ser governador.

Márcio França

foi vice-governador pelo PSB. Quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB) renunciou (em 2018) para concorrer à presidência, Márcio França foi governador por 09 meses e concorreu à reeleição. Perdeu por pouca diferença de João Dória (PSDB).

Fernando Haddad

foi ministro da Educação e prefeito da cidade de São Paulo pelo PT. Concorreu à presidência e perdeu para Jair Bolsonaro em 2018. É considerado um candidato bom para o PT conseguir emplacar no governo do Estado de São Paulo.

O PSB e o PT

estão em negociações, pretendendo formar uma federação partidária (uma união em nível nacional). Márcio França e Fernando Haddad poderão se entender e escolher rumos diferentes. Ou achar um jeito de ambos participarem da disputa.

Vinícius Poit,

natural de São Bernardo do Campo (SP), aos 36 anos, é deputado federal em primeiro mandato pelo Partido Novo. É líder do partido na Câmara dos Deputados. Espera progredir nas intenções de voto para o governo estadual.

Tarcísio de Freitas

é carioca, militar da reserva, engenheiro e ministro da Infraestrutura. Foi lançado pelo presidente Jair Bolsonaro. Vai se filiar ao Republicanos para concorrer ao governo paulista. Pretende produzir aqui uma polarização com o PT.

Abraham Weintraub

é paulistano e filiado ao Partido Brasil 35. Ex-ministro da Educação de Bolsonaro e atual diretor no conselho do Banco Mundial vai conduzir sua candidatura sem apoio do presidente. Se não decolar nas pesquisas, vai tentar ser deputado federal.

Guilherme Boulos

é paulistano, filiado ao PSOL e líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Teve bom desempenho na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2020. Agora, desistiu de concorrer a governador. Vai ser candidato a deputado federal.

Uma pesquisa

eleitoral Genial/Quaest sobre a eleição para governador em São Paulo foi divulgada na semana passada. Foram entrevistadas  1.640 pessoas, face a face, entre os dias 11 e 14 de março. Teve registro na Justiça Eleitoral número SP-03634-2022.

Num cenário

de primeiro turno com 09 candidatos concorrentes, no primeiro grupo estão dois candidatos: Fernando Haddad PT = 24% e Márcio França PSB = 18%. Os dois somam 42% de todas as intenções de voto e a diferença entre eles é de 06%.

No segundo grupo

estão dois candidatos: Tarcísio de Freitas REPUBLICANOS = 09% e Guilherme Boulos PSOL = 7%. Tarcísio de Freitas, apoiado por Bolsonaro, precisa crescer nas pesquisas. Guilherme Boulos já resolveu sua situação: desistiu de ser governador.

No terceiro grupo

estão cinco candidatos: Renata Abreu PODEMOS = 03%; Rodrigo Garcia PSDB = 03%; Vinícius Poit NOVO = 02%; Felício Ramuth PSD = 01%; Abraham Weintraub BRASIL 35 = 01%. Todos os cinco somam apenas 10%.

Chama a atenção

na pesquisa a soma dos “Brancos, Nulos, Não vão votar e Indecisos” = 33%. É um percentual alto. Significa que um terço dos eleitores paulistas chamados a dizer a intenção de voto resolveram não favorecer nenhum dos candidatos.

Para ilustrar,

na eleição para governador em 2018, os votos brancos, nulos e abstenções somaram 37,73% do eleitorado no primeiro turno e 35,70% do eleitorado no segundo turno. Esses números não prestigiam os políticos concorrentes.

Nessa eleição

de 2018, João Dória (PSDB) venceu Márcio França (PSB). No segundo turno, João Dória recebeu 10.990.350 votos válidos (51,75%) e Márcio França recebeu 10.248.740 votos válidos (48,25%). O eleitorado que votou ficou dividido ao meio.

A baixa intenção

de voto no candidato Rodrigo Garcia PSDB = 03% indica pouca sintonia do governo de João Dória com o eleitorado paulista. A maior intenção de voto no candidato Fernando Haddad PT = 24% indica que o eleitorado paulista busca uma alternativa.

Talvez esta seja

uma explicação importante sobre a crise da democracia representativa no Brasil: a classe política se mostra incompetente para ganhar a simpatia e a confiança da maioria do eleitorado. Governa o povo dividido, com muitos descontentes ou apáticos.

No caso do

Estado de São Paulo há muitas regiões – tanto na região metropolitana da Capital como no interior do Estado – com muitos problemas a serem resolvidos e muitas carências a serem sanadas.

O Dia Mundial

da Água foi comemorado na terça-feira, dia 22 de março. Muita gente não sabe o que a água tem a ver com a política e as guerras. A política pode produzir escassez de água. A escassez de água gera conflitos, mortes, miséria e refugiados.

No nosso país,

milhões de eleitores deslumbrados por líderes partidários desprovidos de sabedoria nem desconfiam que já estejamos dentro do risco de sofrermos mudanças climáticas com forte escassez de água em regiões hoje bem abastecidas.

Hoje temos

menos água disponível na natureza do que em décadas atrás. Da água hoje disponível, uma parte está condenada por contaminações, outra parte serve apenas para irrigação de lavouras e a parte restante pode ser consumida pela população.

No mundo os

conflitos pela água se ampliam. As principais regiões habitadas onde há disputa pela água estão no Oriente Médio e na África. Mudanças climáticas, degradação ambiental e uso não sustentável da água causam tensões entre governos. 

Em 1967, na

Guerra dos Seis Dias, Israel invadiu as Colinas de Golã, na Síria, para captar água da nascente do Rio Jordão. Atualmente, a disputa pela água entre o Estado de Israel e a Palestina elevaa instabilidade política em toda a região.

Outra zona de

conflitos por causa da água é a Turquia e seus vizinhos Iraque e Síria. Os rios Tigre e Eufrates nascem no território turco e abastecem sírios e iraquianos. A seca na região e o uso da água vêm diminuindo o fluxo desses rios e aumentando as desavenças.

Na África,

o rio Nilo nasce em Uganda e na Etiópia. Banha 10 países em 7.000 Km de extensão até desaguar no Mar Mediterrâneo. O controle sobre suas águas e o uso delas geram atritos políticos que nada contribuem para a sustentabilidade.

Na Austrália,

na China e nos Estados Unidos também há problemas sérios. Para o investidor norte-americano Michael Burry: “A água é o petróleo do século 21”. Sendo isso verdade, podemos dizer: “Os alimentos também são o petróleo do século 21”.

É inevitável

lembrar uma antiga previsão: “Vai chegar o dia em que vai ser fácil (barato) comprar automóvel novo. Mas vai ser difícil (caro) comprar alimentos”. Também vai ser difícil ter água nas torneiras e no chuveiro todos os dias.

Os políticos

e o povo brasileiro precisam ter mais consciência. Já sabemos recuperar matas e fazer brotar água da terra. Temos que nos educar na direção dos cuidados ambientais. Nós podemos evitar a natureza nos devolva o sofrimento em larga escala.

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