O ano tem 365 dias, em um deles é comemorado o nascimento de Jesus. Nos outros 364, o matam novamente

 

O tempo está passando rápido. O fim de novembro se aproxima e o cenário cotidiano começa a mudar. Mesmo em meio a uma pandemia mundial, as casas e as lojas que lutam pela sobrevivência em um dos anos mais difíceis dos últimos tempos se enfeitam com pisca-piscas, renas, gorros e até mesmo “neve”. Conforme lembra o Jovem Celebrante, Marco Aurélio Nogueira, “tudo isso para que todos possam enxergar a beleza em meio ao caos, que tem nome: Jesus Cristo, o filho de Deus”.

 

 


 

O ano está chegando ao final. Nas redes sociais, começam a se espalhar as mensagens com diversas árvores de natal e lindas decorações. O espírito natalino, tão famoso e aguardado, começa a tomar conta da sociedade. Mas, ao refletir sobre este momento, o celebrantes de casamentos, Marco Aurélio Nogueira, faz uma reflexão: “Afinal, o que esta data representa?”

            Conhecido nas redes sociais e nas páginas especializadas sobre matrimônio como Jovem Celebrante, Marco Aurélio explica que o Natal é celebrado pelas religiões cristãs como a data que marca o nascimento de Jesus Cristo. No entanto, algumas curiosidades, mitos e distorções cercam a comemoração: “A celebração natalina tenta trazer para o presente a memória e a mensagem de um homem que, há mais de dois mil anos, marcou a história da humanidade por propor uma nova maneira de viver a vida: junto aos pobres, marginalizados e excluídos. Apesar disso, a data tem se transformado em uma referência de consumo e individualismo. Pois hoje o Natal se tornou praticamente uma data sem sentido, porque a gente come muito, gasta muito dinheiro e não segue realmente a mensagem de Cristo”, lamenta.      

            Marco Aurélio mostra como os valores estão a cada dia mais invertidos na sociedade: “É curioso, porque a gente comemora o aniversário de Cristo fazendo tudo o que Ele detesta e se esquecendo do seus principais mandamentos, sendo que um deles, e porque não o maior: Amar o próximo como a ti mesmo”. Neste contexto, ele ressalta que, “infelizmente, muitas pessoas somente acham a cena bonita e a mensagem altruísta, sem, contudo, estarem dispostas a assumir seu significado para as próprias vidas”.

            Nos dias atuais, até a representação do presépio está perdendo o sentido para as pessoas, completa o Jovem Celebrante: “Colocaram um menino envolto em um lençol deitado numa manjedoura e nada mais. Saíram do encontro com uma fotografia para se lembrarem do momento, com a roupa bonita e a mesa farta, mas isso não mudou em nada seu comportamento para com o mundo, não afetou a sua forma de ver a realidade e praticar o que de fato Jesus deixou através de seus ensinamentos”.

            Disso deste contexto, Marco Aurélio reforça que compreender o sentido do Natal, dessa forma, vai além de frases de efeitos em redes sociais: “Implica ação em combate às dificuldades que afligem os mais pobres e desfavorecidos, na luta para que as desigualdades sejam desfeitas, é considerar injusto e pecaminoso que haja uma pequena parcela com muitas riquezas e a maior parte vivendo em condições precárias e desumanas, é viver em paz com todas as pessoas, perdoando e aceitando ser perdoado, manter a tolerância religiosa para com irmãos e irmãs de outras religiões e crenças”, detalha.

            Para compreender o sentido do Natal, Marco Aurélio Nogueira dá a receita: “somente com olhar humano, regado de compaixão e de igualdade”. E uma curiosidade, vale lembrar que o dia do nascimento de Jesus na verdade é uma data imprecisa. “Mesmo após muitas pesquisas, historiadores e religiosos não conseguem afirmar qual teria sido o dia correto. O dia 25 de dezembro foi determinada como dia do nascimento de Jesus a partir do ano 525. A data coincide com a celebrações de festas romanas”, explica o Jovem Celebrante.

            Contudo, independente do critério de escolha da data, Marco Aurélio lamenta que as pessoas não vivam a vida cristã durante todo o ano. “Eis aqui um grande e triste realidade: O ano, quando não bissexto, tem 365 dias! Um dia o mundo comemora o nascimento de Jesus, nos outros 364 dias, o mundo o mata novamente". Para este ano tão difícil que está terminando, o desejo do celebrante é um só: “Que neste Natal de 2020, Jesus viva não apenas em nosso calendário, mas sim em nossos corações”, finaliza.




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