Eduardo Carvalho, jornalista com pós-graduação em Jornalismo Científico na Unicamp, trabalha no Portal G1, em São Paulo SP.
Antigamente, as regiões geográficas eram bem definidas conforme a pluviosidade e a temperatura. As regiões mais chuvosas e menos quentes tinham o abastecimento hídrico das populações resolvido com represamento, tratamento e distribuição de águas provenientes de chuvas e rios. Somente nas regiões menos chuvosas e mais quentes aconteciam secas prolongadas e intensas, como no Semiárido brasileiro. Hoje, o fantasma da seca preocupa governos e populações em geral.
Muitas das providências tomadas em outros países nós podemos adotar. Por exemplos: o combate aos vazamentos que aqui chegam a 39%, a redução do consumo individual com o uso de equipamentos eficientes e o aumento dos represamentos de água. Para captação, armazenamento e reuso de águas nas moradias, são necessárias medidas legais e técnicas. A dessalinização de água do mar e a utilização de sistemas eficientes de irrigação exigem projetos especiais. Como se pode ver, nós também precisamos espantar o fantasma da seca que nos ronda com suas agruras.
Antigamente, as regiões geográficas eram bem definidas conforme a pluviosidade e a temperatura. As regiões mais chuvosas e menos quentes tinham o abastecimento hídrico das populações resolvido com represamento, tratamento e distribuição de águas provenientes de chuvas e rios. Somente nas regiões menos chuvosas e mais quentes aconteciam secas prolongadas e intensas, como no Semiárido brasileiro. Hoje, o fantasma da seca preocupa governos e populações em geral.
No Brasil, o acompanhamento do nível de água dos reservatórios ganha destaque e as populações que se beneficiam do grande Aquífero Guarani se preocupam com as notícias do rebaixamento das águas desse manancial por falta de reposição pelas chuvas. No mundo todo, por vários motivos, existe a preocupação de como evitar desabastecimentos de água nas cidades e zonas rurais. Mas há lugares onde os períodos de seca já não preocupam tanto, graças a providências eficientes.
Na Austrália, a seca castigou entre 1997 e 2009. Bilhões de dólares foram investidos em infraestrutura, com prioridades no combate aos vazamentos e na economia de água. Foram realizadas obras para a coleta das águas usadas nas moradias, o tratamento técnico em reservatórios próprios e o retorno delas a torneiras especiais das moradias, visando o uso em atividades domésticas gerais. E foram construídas usinas de dessalinização de água do mar para produção de água potável.
No Japão, desde 1955, não há um ano em que o país não sofra episódios de seca. O governo criou um Manual Contra Seca, contendo medidas preventivas e ações a serem feitas quando for preciso. O racionamento diário em determinados horários ajuda a reduzir o consumo, mas o grande trunfo é a conscientização da população através de campanhas oficiais. As empresas japonesas desenvolveram torneiras, chuveiros e vasos sanitários eficientes que reduziram o consumo de água.
O Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, com 40 milhões de habitantes, enfrenta seca há décadas. O governo teve que racionar a água para economizar 20% do consumo normal. Outras iniciativas tomadas: aumento das tarifas de água, multas para quem lavar calçadas e carros com água potável, eliminação de jardins que exijam água, plantio de grama resistente à seca. Além disso, o fornecimento de águas subterrâneas para consumo humano e de águas recicladas para consumo geral.
Muitas das providências tomadas em outros países nós podemos adotar. Por exemplos: o combate aos vazamentos que aqui chegam a 39%, a redução do consumo individual com o uso de equipamentos eficientes e o aumento dos represamentos de água. Para captação, armazenamento e reuso de águas nas moradias, são necessárias medidas legais e técnicas. A dessalinização de água do mar e a utilização de sistemas eficientes de irrigação exigem projetos especiais. Como se pode ver, nós também precisamos espantar o fantasma da seca que nos ronda com suas agruras.

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