FolhaGeral: Trump na China

 Esta semana,

o presidente dos Estados Unidos – Donald Trump – chegou a Pequim (China) na quarta-feira (13), pouco antes das 20 horas no horário local, a bordo de um avião da frota presidencial.

Trump chegou

acompanhado de três autoridades do seu governo e 17 grandes empresários do seu país para uma visita de dois dias com o presidente chinês Xi Jinping, visando tratar de acordos comerciais, aviação, inteligência artificial, questões geopolíticas e outras.

O primeiro ano

do atual mandato do presidente Trump aconteceu em 2025. Nesse ano, ele se impôs autoritariamente: estabeleceu tarifas alfandegárias elevadas aos produtos e serviços importados pelos EUA; empreendeu ações armadas no mar do Caribe.

Seus esforços

para recuperar as finanças dos EUA – cuja dívida pública é maior do que o valor da produção anual do país (Produto Interno Bruto) –, não tiveram êxito e ainda provocaram reações contrárias mundo afora.

As ameaças

econômicas de Trump aos demais países funcionaram no começo. Mas acabaram por mostrar que o melhor caminho é o da diplomacia, pelo qual é possível fazer acordos com respeito a normas estabelecidas.

No primeiro dia

da visita de Trump, ao lado de Xi Jinping, o encontro demorou 2,5 horas. Rendeu um acordo de venda de 200 aviões da Boing à China. Porém, abaixo do esperado, que eram 600 aeronaves previstas antes.

Entre as conversas

sobre geopolítica – importantes para as duas potências –, Xi Jinping deixou um recado claro: a China continua desejando anexar ao seu território a nação-ilha Taiwan (capital Taipé), localizada no Mar da China, a Leste da China.

A China não

aceita a interferência de países que condenam a anexação de Taiwan à China, que vendem armas a Taiwan para que resista à anexação à China. Foi um recado direto nos ouvidos do presidente Trump.

A visita de Trump

teve outras providências, especialmente sobre terras raras de interesse para as empresas de tecnologia dos EUA, comércio de produtos agrícolas e comércio de petróleo. Aparentemente, a cortesia mostrada por ambos não significou pleno acordo.

No Brasil,

a turbulência política está escancarada em função da próxima eleição do presidente da República no mês de outubro. A polarização entre PT e PL, entre lulistas e bolsonaristas, já está chateando eleitores e políticos.

Os candidatos

da polarização que tomem cuidado daqui para frente. Tem muita gente interessada na ocorrência de fatos novos que fritem as duas candidaturas. Se o circo pegar fogo, será bom para quem não se envolve com o fogo.


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