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sexta-feira, 7 de julho de 2017

UTI Infantil da Santa Casa promove treinamento para implementação do Projeto Canguru

Sling garante conforto para a mãe e para a criança
A UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Infantil da Santa Casa de Misericórdia de Marília promove treinamento com a equipe de profissionais do setor, a partir deste mês de julho, para a implementação do Projeto Canguru, seguindo integralmente o que preconiza o Ministério da Saúde.
"Existe uma série de cuidados e critérios voltados para a humanização que englobam o projeto e que fazem parte de um manual técnico de procedimentos nas UTIs Infantis. A atenção para evitar ruídos, controle e alívio da dor e prevenção de lesões são alguns dos pontos, além do cuidado com a família, o ambiente e o sistema de acolhimento", enfatizou a médica responsável pela UTI Infantil da Santa Casa, Cristiane Bende Mustafá.
Após curso realizado em Botucatu, sentindo a necessidade de ampliar os cuidados humanizados do setor, a médica montou uma equipe multiprofissional com colaboradores de enfermagem, fonoaudiologia, serviço social, hotelaria, fisioterapia e nutrição para que fossem seguidas as orientações do manual técnico do Ministério da Saúde. "Nos reunimos toda semana e discutimos as rotinas que queremos implantar".
O passo seguinte será o treinamento com os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos da UTI Infantil da Santa Casa. "As atividades serão desenvolvidas para cinco turmas no mês de julho. Vamos explicar como vai funcionar o protocolo. A nossa intenção é que em agosto comece a aplicação das medidas".
Equipe multiprofissional que compôs o grupo de treinamento do Projeto Canguru
A disponibilização de sala para as mães terem um momento de descanso já foi disponibilizada no setor de Pediatria do hospital. Atividades semanais acontecerão, como é o caso de artesanato, sob a coordenação de uma voluntária especialista. "Existem casos em que a criança fica internada de dois a três meses e a mãe costuma ficar muito angustiada. Por isso pensamos em ações para auxiliá-las. Também vamos realizar terapias em grupo com a presença de mães que já tiveram filhos internados na UTI para contarem suas experiências".
Para tornar o processo mais humanizado, algumas orientações estarão sendo passadas para a equipe de profissionais da UTI Infantil da Santa Casa, como o controle de ruido na unidade e cuidados no banho e na troca de fraldas, de um jeito que amenize o estresse e a dor da criança.
Atividade laboral com fisioterapeuta e suporte psicológico aos profissionais também estão previstos para acontecer fazendo parte do Projeto Canguru.
Sling
Para garantir mais conforto para a mãe e a criança, a CPR (Central de Processamento de Roupas) da Santa Casa de Marília estará confeccionando o sling – uma espécie de carregador de criança que permite formar um saco ou rede, garantindo maior mobilidade e deixando os pais e bebês mais acomodados. 
"O sling facilita o contato pele a pele e traz muitos benefícios. Ajuda a manter a temperatura da criança e melhora pontos importantes como o vínculo afetivo, a amamentação e o desenvolvimento neurossensorial", comentou Mustafá.
A inserção de redes dentro das incubadoras para o bebê ter a sensação de que está dentro do útero é outra iniciativa do Projeto Canguru a ser colocada em prática.
Método Canguru 
O método Canguru - Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso - busca melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele (posição canguru) precoce entre a mãe/pai e o bebê, de forma gradual e progressiva, favorecendo vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e o desenvolvimento do bebê.
A atuação dos profissionais de saúde capacitados começa numa fase prévia ao nascimento do bebê, com a identificação das gestantes em risco de darem à luz a uma criança prematura e de baixo peso. Nessa situação, a mãe e a família recebem as orientações e cuidados específicos que devem ter com o bebê, além de apoio e estímulo para que estabeleçam contato físico e se aproximem da criança.
Trata-se de uma tecnologia de saúde que vem mudando o paradigma da assistência neonatal no Brasil, pois amplia os cuidados prestados ao bebê para além de suas necessidades biológicas na perspectiva da clínica ampliada. Essa abrangência deriva da compreensão de que o sucesso do tratamento de um recém-nascido internado em UTI Neonatal não é determinado apenas pela sua sobrevivência e alta hospitalar, mas que para cada bebê deve ser construído um projeto de cuidado singular envolvendo pais, irmãos, avós e redes de apoio familiar e social. 
Entre alguns benefícios do método Canguru, podem ser destacados: menor tempo de internação do bebê, oxigenação adequada, aumento da temperatura do corpo e estabilidade, menos episódios de apneia – paradas respiratórias durante o sono, diminuição do choro, aumento do aleitamento materno, aumento do vínculo pai-mãe-bebê-família, diminuição do tempo de separação pai-mãe-bebê-família, melhor relacionamento família/equipe, estimulação sensorial positiva, diminuição de infecção hospitalar, controle e alívio da dor, acolhimento ao bebê e sua família, respeito às individualidades e promoção do contato pele a pele precoce.
No Brasil, a CGSCAM/MS (Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde) coordena todo o processo de implantação, implementação e avaliação do Método Canguru. Acompanha e avalia o processo a nível estadual, elabora e disponibiliza material de capacitação e capacita profissionais (tutores) que servirão de multiplicadores do método. A CGSCAM/MS capacita ainda avaliadores estaduais, monitora e avalia os centros de referência, além de fornecer apoio técnico aos estados e certificar maternidades que implantarem as três etapas do Método Canguru. 
Fonte: Assessoria de Imprensa - www.santacasamarilia.com.br  

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