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sábado, 11 de março de 2017

Planeta “Casa Comum”

Padre Natalino Sérgio de Araújo
Coordenador Diocesano de Pastoral Paróquia Nossa Senhora das Dores – General Salgado - SP


Nosso Planeta está gritando por socorro! Nosso compromisso é de estarmos sempre atentos á realidade deste grito, nos envolvendo e conscientizando – nos com as questões socioambientais, situação que envolve ar, terra, água e os seres vivos.

A cada ano, a Igreja Católica do Brasil lança um tema na Campanha da Fraternidade, voltado a uma realidade a ser abordada. Neste ano, a Campanha da Fraternidade retoma um tema ligado à ecologia. Fraternidade: Biomas Brasileiros e

Defesa da Vida, tendo como lema: "Cultivar e guardar a criação" (Cf Gn 2, 15).

Nossa principal preocupação é o bem estar da população brasileira, e assim devemos cuidar do que é nosso. O Criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhes confere extraordinária beleza (Papa Francisco).

Os sinais de agressão à nossa casa comum e da degradação da natureza estão por todo lado, e devemos nos alertar a estarmos atentos aos desafios e problemas ecológicos. A Natureza nos convida a agradecer e respeitar a biodiversidade que está presente nos diversos biomas do Brasil, sendo eles: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampas, advindos da criação perfeita de Deus, através da diversidade dos seres vivos neles presentes.

Atualmente, se faz necessário conhecer e aprender com o ser humano a sua relação com a natureza, levando em consideração e respeitando nossa "casa comum".

A questão socioambiental deve ser uma preocupação de nossos municípios como uma política de participação governamental, e dos munícipes para conscientizar de que a natureza é uma responsabilidade de todos, onde cada um pode ajudar a preservá-la através de mobilizações, campanhas e iniciativas populares.

O grito da natureza é um pedido de socorro perpassando desde uma tomada de consciência na vida educacional, social e política, tendo à frente as relações humanas dentro da sociedade em que vivemos, especialmente da relação explorado/explorador, e de como levar desde a criança até o idoso a atuar numa transformação do homem frente à natureza.

"No decorrer da história humana, particularmente no Brasil, os biomas estão sendo explorados e degradados, afetando gravemente a biodiversidade da qual dependemos."

Não devemos apenas sair às ruas ou dizer que a natureza está necessitando de nossa ajuda, mas sim irmos além do ativismo de um grito de socorro, voltando-nos para uma prática da preservação do meio ambiente.

Devemos iniciar nossos gestos concretos a partir de nossas casas com a limpeza de nossos quintais para não haver proliferação do mosquito Aedes aegypti, agente causador da Dengue, Zika e Chikungunya, como também verificar a situação dos nossos aterros sanitários, saneamento básico, preocupação com as APPs (Áreas de Preservação Permanente), plantio de árvores, cuidado com as matas ciliares e nascentes de rios. Esses cuidados devem ser iniciativa dos nossos governantes municipais junto a órgãos ambientais capacitados, de maneira a beneficiar e cuidar do bioma ao qual fazemos parte.

Como nos diz o Papa Francisco na Carta Encíclica Laudato Si: "Deus nos convida a cultivar e guardar o jardim do mundo".

Os biomas do nosso Brasil fazem parte do planeta Terra, que é nossa casa comum, e clamam socorro por uma iniciativa que o homem passe a tomar diante deste grito. A luta para essa preservação e cuidado deve ser constante, tendo consciência de tudo aquilo que existe na natureza, protegendo e tendo acesso a uma informação concreta para optar por decisões que levem ao bem comum presente e futuro.
 


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