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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Santa Casa de Fernandópolis apresenta resultados positivos sobre doação de órgãos


A Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes (CIHT) da Santa Casa de Fernandópolis realizou, no dia 11 de maio, uma palestra sobre a doação de órgãos e tecidos junto aos alunos dos cursos de Saúde da Unicastelo. O objetivo foi sanar as dúvidas, sensibilizar e promover a formação de multiplicadores sobre o assunto.

Tendo como base a vivência e experiência da equipe, a palestra retratou sobre o processo para doação de órgãos. "Nesta conversa junto aos alunos, nós evidenciamos como esse trabalho é realizado dentro do Hospital e os resultamos que obtivemos no ano de 2015, mas principalmente, difundimos a nobreza desse gesto de amor ao próximo", explicou a enfermeira Camila Ferreira.

No ano passado, a equipe identificou mais de 50 possíveis doadores de órgãos, mas o grande desafio é alavancar esse número, já que para a doação, é necessário o consentimento da família. "A grande luta que temos é conscientizar primeiro para que as pessoas tenham a intenção de doar seus órgãos e segundo para que essa intenção seja comunicada ainda em vida aos familiares", frisou.

A enfermeira ainda explica o porquê dessa necessidade de tratar a doação de órgãos junto aos familiares. "Atualmente, a legislação sobre doações e transplantes de órgãos estabelece que todos são doadores de órgãos, desde que, após a morte, os familiares até o segundo grau de parentesco autorizem a doação. Por isso, não basta apenas querer ser um doador, tem que avisar a família."

Segundo dados da Organização de Procura de Órgãos (OPO), coordenada pelo Hospital de Base de São José do Rio Preto, em 2015 a Santa Casa de Fernandópolis registrou sete doadores de múltiplos órgãos, contra quatro no primeiro quadrimestre desse ano, além de 43 doadores por coração parado no ano passado, contra oito nestes primeiros quatro meses do ano.

A provedora da Santa Casa, Dra. Sandra Regina de Godoy, destacou sobre os trabalhos da Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes. "Temos acompanhado a evolução do número de doações de órgãos dentro do Hospital. Por meio da atuação dos membros da comissão de transplantes, a Santa Casa tem levado informação aos profissionais, doadores e familiares, que passam a compreender a importância desse gesto."

TRANSPLANTES NO BRASIL
Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), divulgado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), entre janeiro e março deste ano já foram realizados 9466 transplantes de órgãos e tecidos, mas ainda há cerca de 28 mil pessoas que aguardam por algum tipo de transplante.

Apesar da aceitação familiar para doação de órgãos subir de 20% para 55% nos últimos dez anos, a taxa de doadores efetivos por milhão de população é de apenas 13,1, distante do objetivo previsto em 2007, de que até o final deste ano, haveria 16 doadores a cada um milhão de brasileiros.

COMO SER DOADOR?
No Brasil, para ser doador de órgãos e tecidos, não é necessário deixar nada por escrito; basta avisar sua família, dizendo: "Quero ser doador de órgãos". A doação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar documentada. Quando a pessoa não avisa, a família fica em dúvida. Para tirar dúvidas sobre o processo de doação ou assumir publicamente seu desejo de ser um doador, basta acessar o site www.euassumi.com.br.

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