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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Poluição e as crises de doenças respiratórias crônicas no inverno

Um dos fatores agravados no inverno nas grandes cidades é a poluição do ar. Graças ao fenômeno chamado inversão térmica, uma espessa camada de compostos químicos e físicos, orgânicos e inorgânicos, divididos gases e pequenas partículas, fica retida muito próxima à superfície terrestre. Também colabora para essa situação o tempo seco e a falta de chuvas.
Tempo frio, baixa umidade do ar e poluição. Separadamente, estes fatores já são capazes de agravar doenças respiratórias crônicas, como DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) ou asma. Quando os três fatores se juntam, tornam-se ainda mais perigosos.
"A poluição é uma mistura de gases, como ozônio, monóxido de carbono, e partículas microscópicas. Quando inalados, irritam as mucosas, brônquios e bronquíolos no percurso até atingir os pulmões", explica dr. Rafael Stelmach, presidente eleito da GINA (Iniciativa Global Contra a Asma ou Global Initiative for Asthma) no Brasil.
Não há evidências científicas de que a poluição provoque o surgimento de doenças respiratórias, mas já está comprovado que ela agrava a inflamação pré-existente.
"Obviamente é muito difícil dizer que a poluição seja a causa das doenças. Mas todos nós cientistas concordamos que a poluição deve aumentar o número de casos de DPOC. Também percebemos a piora das doenças crônicas respiratórias nas regiões mais afetadas pela poluição", completa.
Os primeiros sinais dos efeitos da poluição em portadores de doenças respiratórias crônicas são o agravamento dos sintomas já presentes no dia-a-dia, como piora da falta de ar, mais chiado no peito, catarro e tosse. "São consequências de um agravamento da inflamação pulmonar já existente".
Nas pessoas que não têm essas doenças, também ocorrem alterações, mas geralmente sem gravidade. A irritação nas mucosas, como narinas e nos olhos é um exemplo.
"Elas sentem muita coceira, irritação e secura no nariz. Algumas pessoas também relatam uma espécie de pressão no tórax, como se o ar estivesse pesado", esclarece dr. Stelmach.

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